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Dando seqüência ao post anterior, a bola da vez é o personagem de desenhos antigos (data dos anos 40 do século passado) que até virou ditado “mau como o Pica-Pau”.

O Pica-pau, vai um passo além do Popeye, ele não é simplesmente violento, ou truculento, como o marinheiro, como diz o adágio acima, ele é mau (além de preguiçoso, pão-duro,”deitão”, etc. etc.). Vejam só como o pobre do Leôncio sofria com ele…

E mesmo em ocasiões em que não era ele a começar a violência gratuita, ele sempre reagia de maneira cruel e desproporcional como no caso do episódio do vendedor de seguros:

Esse episódio, por sinal, é quase um precursor do Ginosaji.

Nem vou me preocupar em ficar listando mais episódios em que o Pica-Pau comete atrocidades, a amostra é gigante.

Este post é apenas mais um conjunto de ilustrações que mostram a bobagem que é falar dos desenhos contemporâneos como muito violentos quando comparados com aqueles “de antigamente”.

Ainda fico devendo maiores argumentações sobre o possível efeito desta “violência” toda sobre as pobres mentes infantis do presente, mas continuo sustentando que, no mínimo, a “quantidade” de violência dos desenhos contemporâneos não é maior que a dos desenhos que nós, nossos pais e avós assistiam no cinema ou TV. E que assim como nós não nos tornamos mais agressivos por termos assistido Pica-Pau ou Popeye não vejo porque as crianças de hoje se tornariam.

Se as animações contemporâneas exercem algum efeito maléfico sobre as crianças (o que eu acho absolutamente discutível) não é simplesmente por apresentar-lhes a violência – animações sempre foram violentas – mas por algum outro motivo.

Em próximos posts seguem episódios de Pernalonga, Betty Boop e Tom & Jerry (não necessariamente nesta ordem), cada um deles uma variação sobre tema, e acho que já terei falado o bastante sobre esse assunto em específico.